Na palestra ministrada por Ales Urbata e Sidnéia Pereira foram abordados temas importantes como etica e movimentos feministas.
Na vida nos escolhemos o que é certo ou o que é errado, escolhemos entre o bem e o mal. As mulheres estao a cada dia buscando seus espaços mercado de trabalho. Os movimentos de luta das mulheres pela igualdade dos direitos civis, politicos e educativos, vem tendo otimos resultados acabando a cada dia com o preconceito e a desigualdade.
No Brasil 24% das mulheres exercem cargos de gerencia, recebem em media 71% dos salarios dos homens e sao preferidas para funcoes de rotina. De cada 10 mulheres, 8 possuem uma doença chamada LER.
"A ideia de que homens e mulheres pensam de forma diferente tem tradicionalmente sido usada para justificar a subjugação de umas pelos outros. Aristóteles afirmou que as mulheres não são tão racionais como os homens, e, por isso, são naturalmente governadas pelos homens.
Kant concordava, e acrescentou que por essa razão as mulheres "carecem de personalidade civil" e não devem ter voz na vida pública. Rousseau tentou suavizar a ideia ao sublinhar que homens e mulheres apenas possuem virtudes diversas; mas é claro que no final se verifica que as virtudes dos homens os tornam adequados para a liderança, enquanto as virtudes das mulheres as tornam ideais para a casa e a família.
Tendo em conta este pano de fundo, não surpreende que o florescentemovimento feminista dos anos 1960 e 1970 tenha rejeitado em bloco a ideia de diferenças psicológicas entre mulheres e homens. A concepção dos homens como racionais e das mulheres como emocionais foi descartada como mero estereótipo. A natureza, afirmava-se então, não faz qualquer distinção moral ou mental entre ambos os sexos; e quando parece existir tais diferenças é apenas porque as mulheres form condicionadas por um sistema opressivo a comporta-se de forma "feminista".
No entanto, mais recentemente as pensadoras feministas reconsideraram a questão, e algumas concluíram que as mulheres pensam de facto de maneira diferente dos homens. Mas, acrescentam, as formas femininas de pensar não são inferiores às dos homens; nem essas diferenças justificam subordinar alguém a outrém.
Pelo contrário, a forma feminina de pensar contém intuições que têm faltado nas áreas de actividade de dominação masculina. (...) A ética é considerada uma candidata preferencial para este tratamento."

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