"As pessoas precisam entender que pessoas diferentes sejam tratadas nao como iguais, mas como equivalentes" (scott, 1995).
Falando de Filosofia
"Nosso caráter é o resultado da nossa conduta"(Aristóteles)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Palestra sobre etica e feminismo
Na palestra ministrada por Ales Urbata e Sidnéia Pereira foram abordados temas importantes como etica e movimentos feministas.
Na vida nos escolhemos o que é certo ou o que é errado, escolhemos entre o bem e o mal. As mulheres estao a cada dia buscando seus espaços mercado de trabalho. Os movimentos de luta das mulheres pela igualdade dos direitos civis, politicos e educativos, vem tendo otimos resultados acabando a cada dia com o preconceito e a desigualdade.
No Brasil 24% das mulheres exercem cargos de gerencia, recebem em media 71% dos salarios dos homens e sao preferidas para funcoes de rotina. De cada 10 mulheres, 8 possuem uma doença chamada LER.
"A ideia de que homens e mulheres pensam de forma diferente tem tradicionalmente sido usada para justificar a subjugação de umas pelos outros. Aristóteles afirmou que as mulheres não são tão racionais como os homens, e, por isso, são naturalmente governadas pelos homens.
Kant concordava, e acrescentou que por essa razão as mulheres "carecem de personalidade civil" e não devem ter voz na vida pública. Rousseau tentou suavizar a ideia ao sublinhar que homens e mulheres apenas possuem virtudes diversas; mas é claro que no final se verifica que as virtudes dos homens os tornam adequados para a liderança, enquanto as virtudes das mulheres as tornam ideais para a casa e a família.
Tendo em conta este pano de fundo, não surpreende que o florescentemovimento feminista dos anos 1960 e 1970 tenha rejeitado em bloco a ideia de diferenças psicológicas entre mulheres e homens. A concepção dos homens como racionais e das mulheres como emocionais foi descartada como mero estereótipo. A natureza, afirmava-se então, não faz qualquer distinção moral ou mental entre ambos os sexos; e quando parece existir tais diferenças é apenas porque as mulheres form condicionadas por um sistema opressivo a comporta-se de forma "feminista".
No entanto, mais recentemente as pensadoras feministas reconsideraram a questão, e algumas concluíram que as mulheres pensam de facto de maneira diferente dos homens. Mas, acrescentam, as formas femininas de pensar não são inferiores às dos homens; nem essas diferenças justificam subordinar alguém a outrém.
Pelo contrário, a forma feminina de pensar contém intuições que têm faltado nas áreas de actividade de dominação masculina. (...) A ética é considerada uma candidata preferencial para este tratamento."
Feminismo
Ninguém sofre uma opressão tão prolongada ao longo da história como a mulher. Mutiladas em países da África com a supressão do clitóris, censuradas em países islâmicos onde são proibidas de exibir o rosto, subjugadas como escravas e prostitutas em regiões da Ásia, deploradas como filha única por famílias chinesas, são as mulheres que carregam o maior peso da pobreza que atinge, hoje, 4 dos 6 bilhões de habitantes da Terra.
Em muitos países, elas são obrigadas a suportar dupla jornada de trabalho, a doméstica e a profissional, arcando ainda com o cuidado e a educação das crianças. Na América Latina, entre a população pobre, 30% dos chefes de família são mulheres.
Estupradas em sua dignidade, elas são despidas em outdoors e capas de revistas, reduzidas a iscas de consumo na propaganda televisiva, ridicularizadas em programas humorísticos, condenadas à anorexia e à beleza compulsória pela ditadura da moda. As belas e burras têm mais "valor de mercado" do que as feias e inteligentes.
Em muitos países, elas são obrigadas a suportar dupla jornada de trabalho, a doméstica e a profissional, arcando ainda com o cuidado e a educação das crianças. Na América Latina, entre a população pobre, 30% dos chefes de família são mulheres.
Estupradas em sua dignidade, elas são despidas em outdoors e capas de revistas, reduzidas a iscas de consumo na propaganda televisiva, ridicularizadas em programas humorísticos, condenadas à anorexia e à beleza compulsória pela ditadura da moda. As belas e burras têm mais "valor de mercado" do que as feias e inteligentes.
Café Filosófico...
O movimento feminista atualmente tem como bandeiras principais, no Brasil, o combate à violência domestic, que atingem niveis elevados no país e o combate a discriminação no trabalho.
Também se dá importância ao estudo de gênero e da contribuição, até hoje um tanto esquecida, das mulheres nos diversos movimentos históricos e culturais do país. O movimento feminista brasileiro, enquanto um “novo” movimento social, extrapolou os limites do seu status e do próprio conceito.
Foi mais além da demanda e da pressão política na defesa de seus interesses específicos. Entrou no Estado, interagiu com ele e ao mesmo tempo conseguiu permanecer como movimento autônomo. Através dos espaços aí conquistados (conselhos, secretarias, coordenadorias, ministérios, etc) elaborou e executou políticas. No espaço do movimento, reivindica, propõe, pressiona, monitora a atuação do Estado, não só com vistas a garantir o atendimento de suas demandas, mas acompanhar a forma como estão sendo atendidas.
Até chegar aí foi um longo e muitas vezes tortuoso caminho de mudanças, dilemas, enfrentamentos, ajustes, derrotas e também vitórias. O feminismo enfrentou o autoritarismo da ditadura militar construindo novos espaços públicos democráticos ao mesmo tempo em que se rebelava contra o autoritarismo patriarcal presente na família, na escola, nos espaços de trabalho, também no Estado; descobriu que não era impossível manter a autonomia ideológica e organizativa e interagir com os partidos políticos, com os sindicatos, com outros movimentos sociais, com o Estado e até mesmo com organismos supranacionais, rompeu fronteiras, criando novos espaços de interlocução e atuação em especial, possibilitando o florescer de novas práticas, novas iniciativas e identidades feministas.
Mas esse não é o ponto final do movimento, a cada vitória surgem novas demandas e novos enfrentamentos.
O feminismo está longe de ser um consenso na sociedade brasileira, a implantação de políticas especiais para mulheres enfrentam ainda hoje resistências culturais e políticas.
Analisar, entender e em especial dar respostas a estas resistências é um desafio que o movimento feminista brasileiro continuará ainda enfrentando.
CARL JUNG E A PSICOLOGIA ANALÍTICA
Carl Jung um renomado psiquiatra desenvolveu uma teoria de psicologia complexa e fascinante, que abrange uma série extraordinariamente extensa de comportamentos e pensamentos humanos. A análise de Jung sobre a natureza humana inclui investigações acerca de religiões orientais, alquimia, parapsicologia e mitologia. De início, sua teoria provocou maior impacto em filósofos, folcloristas e escritores do que em psicólogos ou psiquiatras. Um dos principais conceitos de Jung é o da "individuação", termo que usa para um processo de desenvolvimento pessoal que envolve o estabelecimento de uma conexão entre o ego, centro da consciência, e o self, centro da psique total, o qual, por sua vez, inclui tanto a consciência como o inconsciente. Para Jung, existe interação constante entre a consciência e o inconsciente, e os dois não são sistemas separados, mas dois aspectos de um único sistema. A psicologia junguiana está basicamente interessada no equilíbrio entre os processos conscientes e inconscientes e no aperfeiçoamento do intercâmbio dinâmico entre eles.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
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